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sábado, 21 de noviembre de 2009

"FAENON" EN LAS HIDROELECTRICA DEL INAMBARI

Gestion - 17 - 11 - 09

POLICÍA FEDERAL. GRABÓ CONVERSACIONES SOBRE NEGOCIOS DE HIDROELÉCTRICAS EN PERÚ

Diario Folha de Brasil, puso al descubierto un negociado del ex ministro de Minas y Energía del país carioca, Silas Rondeau con empresa Engevix.

PUNO. Los antecedentes sobre cómo se impulsó el proyecto de la hidroeléctrica de Inambari, que estará ubicada entre las regiones de Puno, Cusco y Madre de Dios, guardan semejanza con los Petroaudios.

Una investigación periodística del diario Folha de Brasil, puso al descubierto un negociado del ex ministro de Minas y Energía del país carioca, Silas Rondeau, a favor de la empresa Engevix para la construcción de seis hidroeléctricas en el Perú. En la lista figura la polémica hidroeléctrica que de hacerse realidad ocupará 41 mil hectáreas.

Las conversaciones grabadas por la Policía Federal de Brasil revelan lobbys realizados por el ex ministro Rondeau a favor de las empresas que se encargarían de llevar adelante los estudios de las hidroeléctricas. Según el informe y que fue replicado por la edición virtual de "Actualidad Ambiental", Silas Rondeau, es un subordinado de Fernando Sarney, hijo del ex presidente de Brasil y actual presidente del Senado José Sarney, considerado uno de los hombres más poderosos e influyentes del país vecino.

EL MINISTRO Y ENGEVIX.
La denuncia revela que el 30 junio del 2008, el ex ministro Rondeau contactó a la secretaria del actual ministro de Minas y Energía de Brasil, Edison Lobao, para colocar en agenda una reunión con dos socios de Engevix, una de las mayores empresas consultoras del país, es pecializada en ingeniería y construcción.

De acuerdo al audio de la Policía, Rondeau dice: "El día 4 está bien. Son dos dueños de Engevix que quieren tratar el asunto del Perú. Él (ministro Lobao) sabe lo que es". Esa misma tarde, de acuerdo a la investigación de Folha, Rondeau volvió a llamar a la secretaria del ministro Edison Lobao para solicitarle borrar su nombre de la agenda oficial.

En el audio que se registró, Rondeau, le dice a la secretaria "Tu estás bien vacunada. Para evitar cualquier relación, saca mi nombre. Si yo puedo ir, lo haré, pero saca mi nombre de la agenda". Según la investigación de Folha, no existe ninguna relación entre el ministro Lobao y los socios de Engevix el día 4, pero sí el día 9 de Julio. Ese día el ministro se reunió con los representantes de la empresa.

Dos meses después, Engevix firmó un acuerdo con Electrobras para estudiar la viabilidad de la construcción de seis hidroeléctricas en territorio peruanos. Nueve meses después, el 28 de abril de este año, los presidentes de Brasil, Lula da Silva, y el de Perú, Alan García, firmaron un convenio de cooperación que contempla la construcción de seis centrales hidroeléctricas en la selva peruana. Una de ellas es la hidroeléctrica de Inambari.

INTEGRACIÓN ENERGÉTICA.

1. Cuando era ministro de Energía y Minas, Juan Valdivia, informó que la empresa eléctrica de Brasil, Electrobras, solicitó la concesión temporal de cinco centrales hidroeléctricas. Una ubicada en Junín, otra en Huancavelica y las tres restantes entre Puno, y Madre de Dios. En su momento aclaró que la concesión de estos proyectos es en el marco del Acuerdo de Integración energética que suscribieron los jefes de estado de Perú y Brasil.

2. De construirse la hidroeléctrica de Inambari, alrededor de 40 poblados, cientos de hectáreas de bosques quedarán bajo el agua. Ello afectará al 4 % de la zona de amortiguamiento de la reserva del Bahuaja Sonene. Manuel Cashpa Flores, coordinador del comité de lucha, señaló que "este faenón", es un motivo más para oponerse a la construcción de la hidroeléctrica.

Especial no Folha do Brasil On line:

Máfia das Obras
Tarso diz que denúncia não comprova nada
Governador de Goiás é alvo da PF na Operação Navalha; Procuradoria deve denunciar 55
Leia mais sobre a Operação Navalha

Entenda a Operação Navalha


da Folha Online

A Polícia Federal desencadeou em 17 de maio de 2007 a Operação Navalha contra uma quadrilha suspeita de fraudar licitações públicas para a realização de obras, como as previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e no Luz Para Todos --ambas do governo federal.

Quase um ano depois, a PGR (Procuradoria Geral da República) ofereceu nesta terça-feira (13) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) denúncia contra 61 pessoas por suspeita de envolvimento com a quadrilha. Entre os denunciados estão o ex-ministro Silas Rondeu (Minas e Energia), os governadores Jackson Lago (PDT-MA) e Teotônio Vilela (PSDB-AL) e os ex-governadores João Alves Filho (DEM-SE) e José Reynaldo Tavares (PSB-MA).

Quando a operação foi desencadeada, Rondeau era titular do Ministério de Minas e Energia. Indicado para a pasta pelo PMDB, ele acabou se afastando do cargo --o titular da pasta hoje é Edison Lobão.

A quadrilha atuava no Distrito Federal e em nove Estados --Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo-- infiltrada nos governo federal, estadual e municipal.

Segundo a PF, a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes).

Para obter vantagem nas licitações para obras públicas, a empresa pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas.

De acordo com a denúncia, as atividades "delituosas se desenvolveram concomitantemente nos vários Estados em que a Gautama executava obras públicas".

"O grupo, em um primeiro momento, identificava nos ministérios a existência de recursos destinados a obras públicas nos Estados e municípios. Em seguida, cooptava agentes políticos e servidores públicos para viabilizar a realização dos convênios entre os ministérios e os entes federativos, participando, inclusive, da elaboração dos projetos técnicos e estudos exigidos para a sua celebração", diz a denúncia assinada pelas sub-procuradoras-geral da República, Lidôra Maria Araújo e Célia Regina Delgado.

Na denúncia, as sub-procuradoras dizem que a "análise das condutas dos investigados demonstra a existência de um sofisticado grupo criminoso", comandado por Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, e por lobistas.

As su-procuradoras dizem ainda que "excetuando-se as situações em que a quadrilha de Zuleido atuava diretamente nos ministérios para obter o repasse de recursos públicos para Estados e municípios onde as obras a serem executadas já estavam previamente direcionadas para a Gautama, o modo de agir do grupo nos vários eventos foi bem semelhante". "Na maioria deles foram flagrados os integrantes da organização criminosa negociando, mediante o pagamento de propinas, o direcionamento das licitações, o superfaturamento das obras, a aprovação e o pagamento das medições irregulares, por obras não executadas ou executadas fora dos padrões previstos."

Níveis

A estrutura da quadrilha se dividia em três níveis. No primeiro, estariam funcionários da Gautama, criada a partir de uma dissidência da OAS. O chefe do esquema seria Zuleido Soares Veras, sócio-diretor da Gautama, também preso pela PF.

O segundo nível seria composto por 11 pessoas, a maioria servidores que atuavam como intermediários perante os políticos e funcionários públicos, exercendo influência sobre eles para a liberação de recursos.

No terceiro nível, estariam os agentes públicos municipais, estaduais e federais que, "praticando diversos delitos, viabilizam a atividade da organização na obtenção de liberação de verbas, direcionamento dos resultados das licitações", entre outras fraudes.

1 comentario:

CARLOS FRANCO PACHECO dijo...

ESTIMADOS COLEGAS:

Defiendo el interes general de Puno, Madre de Dios y Cusco, en principio por fraternidad, porque considero que sus aspiraciones representan una causa politica.

El caso Inambari termina confundiendo el deber del Estado de observar los derechos de consulta con estrechos esquemas de uso territorial de la hidroenergia.

Considero relevante que no se confunda derecho a la consulta con el derecho al consentimiento.

TRABAJEMOS PARA QUE SE INSTAURE UNA MESA DE DIALOGO.

Hidricamente,

Carlos Franco Pacheco
www.inambaridignidad.blogspot.com
999588408